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Nutrição
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Saúde

Quarenta dias sem carne vermelha

por Lívia Martins - livia@miraimidia.com.br
Em tempo de meditação, jejum e muita oração, a Quaresma - momento litúrgico de conversão, que a Igreja Católica, a Igreja Anglicana e algumas protestantes marcam para preparar os crentes para a grande festa da Páscoa. E é neste período que os fies trocam a carne por pescado, e para muitos, essa curta mudança de hábito é uma tarefa bem complicada devido ao constume de ter sempre no prato a carne, mas vamos ver alguns desses benefícios.

Segundo a nutricionista do Mundo Verde, Flávia Moraes, uma das benfeitorias está no valor nutritivo. Os peixes azuis proporcionam um maior valor nutritivo do que a carne. "Não há inconveniente em trocar a carne bovina por pescados. Em termos de proteína, se equivalem com a vantagem dos pescados terem menos gorduras saturadas e colesterol que as carnes vermelhas", afirma Flávia.  Os pescados também têm 5% de gordura insaturada. Estas gorduras são aqueles que só precisam do corpo humano. "E alguns tipos (salmão, sardinha e atum) são ainda fontes de ômega 3, uma gordura insaturada de ação antiinflamatória e que previne doenças coronarianas. Vale ressaltar que isso vale para preparações cozidas, grelhadas e assadas", ressalta  Flávia.

Devido a gordura saturada e ao colesterol, a carne vermelha foi excluída do cardápio de algumas pessoas, exemplo disso foi o que aconteceu com a aposentada Maria do Carmo, que há 30 anos parou de consumir carne vermelha. "Sou muito católica, e para mim a Quaresma era uma época bastante complicada, até porque gostava muito de carne, mas tive que parar de comer por questão de saúde", conta à aposentada.  A carne bovina possui gordura saturada que em excesso está associada a um maior risco de doenças cardiovasculares, obesidade e até diabetes.

Vale ressaltar que a carne bovina que nós consumimos hoje não é igual a que nossos avôs consumiam. Devido a grande quantidade de substâncias químicas para o estimulo do crescimento, a qualidade desse alimento está comprometendo a saúde dos consumidores. "Os agrotóxicos utilizados pelos agricultores nas plantações de frutas e vegetais também são à base de substâncias estrógenas, o problema é que o estrógeno tem efeito acumulativo na gordura do animal", explica o cardiologista Sérgio Araújo. O cardiologista ainda adverte que alguns tumores malignos estão relacionados ao estrógeno como os de mama, endométrio e ovário, nas mulheres e próstata e testículos no homem.

Serviço:
Mundo Verde
Site:
www.mundoverde.com




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